{"provider_url": "https://www.jacinto.mg.leg.br", "title": "HIST\u00d3RIA DO MUNICIPIO", "html": "<p>HIST\u00d3RIA DO\u00a0<span>MUNIC\u00cdPIO DE JACINTO</span></p>\r\n<p>ESTADO DE MINAS GERAIS</p>\r\n<p>AUTOR: Sinval Oleg\u00e1rio de Almeida Ruas. (In Memorian)</p>\r\n<p>FONTES DE PESQUISA</p>\r\n<p>Prefeitura Municipal, C\u00e2mara Municipal, Escolas P\u00fablicas, informa\u00e7\u00f5es de antigos moradores, obra do escritor Jos\u00e9 Cortes Duarte (Vultos sem Hist\u00f3ria) e outras.<br /> <br />HIST\u00d3RICO</p>\r\n<p>As pesquisas indicam que possivelmente no final do s\u00e9culo XIX residiu nas margens do c\u00f3rrego hoje denominado JACINTO, um posseiro de nome Jacinto, da\u00ed o nome do c\u00f3rrego.<br />Em decorr\u00eancia, a cidade que se formou na foz de referido c\u00f3rrego recebeu tamb\u00e9m o nome de CIDADE DE JACINTO.<br />Al\u00e9m de outras, as seguintes pessoas residiram nas redondezas da atual cidade, antes de se formar o Povoado: Hil\u00e1rio Bispo de Souza, falecido em 1912, e dono<br />de uma fazenda na margem esquerda do rio Jequitinhonha; a fam\u00edlia L\u00facio, chefiada pelo velho Ces\u00e1rio L\u00facio, com os filhos Jos\u00e9 L\u00facio, Miguel L\u00facio, e outros, estabelecidos em fazenda adquirida na margem direita do rio, no local onde se situa a atual cidade, em 1913; Pedro Ara\u00fajo (conhecido por Pedro Feio), sua mulher dona Maria, e seu filho Dely, em 1919; Beliz\u00e1rio de Tal, com uma fazenda na margem esquerda do rio; Hor\u00e1cio Soares da Cunha; Luiz de Deus; Reduzino Bispo dos Santos; Ladislau Alves de Souza; Sabino Ant\u00f4nio de Oliveira.<br />Segundo informa\u00e7\u00f5es do senhor Dely Antunes de Ara\u00fajo, testemunha pessoal da funda\u00e7\u00e3o do Arraial da Barra do JACINTO, a primeira casa foi constru\u00edda por seu pai Pedro Ara\u00fajo, conhecido por Pedro Feio, j\u00e1 no final do ano de 1919.<br />Conta que ele tinha oito anos de idade naquela \u00e9poca, mas sua mem\u00f3ria \u00e9 bastante l\u00facida para lembrar de tudo que aconteceu naquele tempo.<br />No ano 2000, Dely tem a idade de 89 anos. <br />Lembra que seu pai, com a fam\u00edlia, decidiu descer margeando o rio Jequitinhonha, a procura de um bom local<br />para se fixar. Aqui chegando, e gostando do lugar, prop\u00f4s a compra da posse do terreno ao seu ocupante em \u00e1rea maior,<br />senhor Jos\u00e9 L\u00facio, um homem que j\u00e1 residia em sua fazenda h\u00e1 alguns anos. Feito o neg\u00f3cio, tratou seu pai de construir sua casa, constituindo-se esta, na primeira casa de Jacinto, no final do ano 1919. Ent\u00e3o, convidou seu amigo Sabino (Sabino Ant\u00f4nio de Oliveira), morador na fazenda de Ladislau Alves de Souza, no c\u00f3rrego Enxad\u00e3o, e outras pessoas, inclusive Jos\u00e9 L\u00facio, para fundarem o Povoado.<br />Iniciado este, contou-se como primeiros moradores, Pedro Feio e sua mulher, dona Maria, o filho Dely, mais Sabino (que veio a ser conhecido por Sabino Ruim), Jos\u00e9 L\u00facio e outros. N\u00e3o houve um fundador, mas v\u00e1rios fundadores, todos trabalhadores da regi\u00e3o, homens pacatos.<br />Assim, em 1920, nascia o Arraial, sendo constru\u00eddas algumas casinhas, margeando o Rio Grande, feita de enchimento e pintadas a cal, de piso batido.<br />Naquele tempo o c\u00f3rrego j\u00e1 carregava o nome de \u201cC\u00f3rrego do Jacinto\u201d, em virtude de ter morado \u00e0s suas margens um posseiro de nome Jacinto.<br />Com a chegada de mais pessoas, formaram-se ruas e uma pra\u00e7a, sendo separada uma \u00e1rea no centro da pra\u00e7a, para a constru\u00e7\u00e3o de uma Capela.<br />O Povoado foi criado, ent\u00e3o, sob a influ\u00eancia da Igreja Cat\u00f3lica.<br />Surgiram as primeiras vendas, onde vendiam a cacha\u00e7a, o sal e cereais, indispens\u00e1veis em todos os arraiais, tendo a cacha\u00e7a e o sal como principais mercadorias.<br />Para o Arraial vieram outros moradores da regi\u00e3o, alguns comerciantes, e poucos forasteiros.<br />Em 1928 j\u00e1 podia ser notada a forma\u00e7\u00e3o do Povoado. Estavam delineadas as ruas, cujos nomes atuais: Ruas Martinho Jos\u00e9 dos Santos, Expedicion\u00e1rio Hugo Macedo, Oleg\u00e1rio Silva, Pedro Celestino Abreu, Jos\u00e9 Solim\u00e3o e a Pra\u00e7a M\u00e1rio Martins. No centro da pra\u00e7a foi constru\u00edda a Capela, e na esquina da pra\u00e7a com a rua Expedicion\u00e1rio Hugo Macedo, foi constru\u00eddo um modesto Mercado.<br />Hoje n\u00e3o mais existe a Capela nem o mercado.<br />Do outro lado do rio morava o velho Joaquim Catu\u00e1.</p>\r\n<p>UM CHEFE PARA O LUGAR.</p>\r\n<p>No princ\u00edpio ningu\u00e9m se arvorou em ser chefe do lugar, entendendo que o chefe n\u00e3o era imprescind\u00edvel. Todos os moradores eram homens pacatos e trabalhadores.<br />Mas as desordens viriam certamente. Entretanto, ningu\u00e9m queria aventurar-se \u00e0 posi\u00e7\u00e3o de chefe, em um lugar isolado, como o Povoado. Todos, contudo, sabiam que mais cedo ou mais tarde algu\u00e9m viria a ser o chefe, algu\u00e9m mais destemido, levado talvez por futuros acontecimentos.<br />A not\u00edcia do nascimento do Arraial, em terras f\u00e9rteis e promissoras, espalhou-se, atraindo v\u00e1rias pessoas para o lugar. Com homens bons e ao lado deles, vieram alguns valent\u00f5es, bebedores de cacha\u00e7a, bagunceiros, destemidos, arruaceiros, oriundos principalmente do vizinho Estado da Bahia. Entre todos, destacou-se um bandido que se denominou Capit\u00e3o C\u00e2ndido.<br />Ele veio das bandas de Ilh\u00e9us, na Bahia. Era um fac\u00ednora temido pelas suas fa\u00e7anhas na sua regi\u00e3o de origem. Aqui chegando, adquiriu uma gleba em terras situadas na margem esquerda do rio Jequitinhonha, alguns quil\u00f4metros acima do Arraial, passando a freq\u00fcenta-lo constantemente. Percebendo-o desprotegido, passou a arvorar-se de Chefe, amedrontando a todos os pacatos moradores do lugar e redondezas, que passaram a tem\u00ea-lo e respeit\u00e1-lo, sobretudo pelas not\u00edcias de suas fa\u00e7anhas no Estado da Bahia, e pelas suas a\u00e7\u00f5es iniciais nesta regi\u00e3o. <br />Foi o primeiro chefe de Jacinto, embora por pouco tempo. A sua chefia trouxe um p\u00e9ssimo conceito para o Povoado na regi\u00e3o.<br />Diz o escritor e jornalista Jos\u00e9 de Cortes Duarte, fazendeiro na regi\u00e3o, em sua obra \u201cVultos sem Hist\u00f3ria\u201d, que ningu\u00e9m tentou opor-se ao Capit\u00e3o C\u00e2ndido, pois faltava coragem aos pacatos moradores do lugar. O Capit\u00e3o, como era conhecido, iniciou suas atividades de \u201cautoridade imposta\u201d,<br />usando os m\u00e9todos tradicionais, para implantar o medo: matar porcos no terreiro do vizinho, matar cachorros na porta do vizinho, prender animais de um confinante, em tudo mandando recados desaforados, atrevidos, para os donos; fazer cercas e valos prejudicando o vizinho, etc. Espalhava o terror, impondo respeito, com objetivos premeditados, como se assenhorear de posses de vizinhos, nas terras que lhe interessassem , e outros.<br />A sua primeira investida, visando a conquista de terras, foi na fazenda do \u201cVelho Beliz\u00e1rio\u201d homem pac\u00edfico, mas matreiro, fino, pol\u00edtico, inteligente. Ali o Capit\u00e3o C\u00e2ndido matou porcos, prendeu animais do vizinho em seus currais, fez amea\u00e7as. Era uma \u00e9poca em que a comunica\u00e7\u00e3o era dif\u00edcil; os \u00fanicos meios eram atrav\u00e9s do rio ou do animal, proliferava a Lei dos mais fortes<br />Os cidad\u00e3os de bem se sentiam desprotegidos e fracos; a Lei estava ausente, quando era urgente a sua prote\u00e7\u00e3o. O que podia fazer o \u201cVelho Beliz\u00e1rio\u201d, numa situa\u00e7\u00e3o dessa?... N\u00e3o reagiu \u00e0s agress\u00f5es do vizinho perverso . Parecia n\u00e3o reagir. Mas a verdade \u00e9 que arquitetava um plano, e montando no seu cavalo, seguiu viagem at\u00e9 VIGIA (hoje Almenara), e alguns dias depois regressou e postou-se em um local pouco distante de suas terras, e ali, paciente, esperou o resultado de seu plano. Dizia ter vendido a sua posse para um tal Teodor\u00e3o, um homem valente, que morava l\u00e1 pelas bandas<br />de Pedra Grande. No mesmo dia de sua volta, outras pessoas ocuparam a Fazenda de Beliz\u00e1rio \u2013 um preto forte, de nome Sebasti\u00e3o \u2013 com a mulher e os filhos, como empregados do novo dono da Fazenda de Beliz\u00e1rio. Sebasti\u00e3o trouxera uma carta de Teodoro para o Capit\u00e3o C\u00e2ndido, mas a reda\u00e7\u00e3o foi reconhecida pelo Capit\u00e3o como do pr\u00f3prio Beliz\u00e1rio. Depois de l\u00ea-la, o Capit\u00e3o disse ao Sebasti\u00e3o que responderia pessoalmente a Teodoro, quando ele aparecesse.<br />Alguns dias depois Teodoro Pe\u00e3o chega ao Povoado de Barra do Jacinto, e entrando na \u00fanica venda do lugar pediu um \u201ctrago\u201d, momento em que surgiu ali a pessoa do Capit\u00e3o C\u00e2ndido, que foi perguntado: - Quem se chama aqui Teodoro Pe\u00e3o? Ao que Teodoro Pe\u00e3o respondeu: - Sou eu. A seguir C\u00e2ndido perguntou: -Foi voc\u00ea que escreveu uma<br />carta ao Capit\u00e3o C\u00e2ndido? \u2013 Fui eu mesmo, respondeu. C\u00e2ndido ent\u00e3o disse: - Pensei que se tratava de um homem, e vejo que n\u00e3o passa de um negro a toa. Sorrindo, Teodoro respondeu: - Eu posso ser negro a toa, s\u00f3 n\u00e3o sou capit\u00e3o, se fosse de sua terra tinha patente, porque l\u00e1 at\u00e9 cachorro \u00e9 capit\u00e3o; e deu um murro no rosto do Capit\u00e3o C\u00e2ndido. \u2013 Eu j\u00e1 volto, disse o capit\u00e3o, e saiu fazendo amea\u00e7as. \u2013 Eu fico esperando, disse Teodoro. <br />Eram dois homens valentes, destemidos.<br />O Capit\u00e3o, usando de um escaler, subiu o rio, atravessou-o, e foi at\u00e9 sua pequena Fazenda, que ficava do<br />outro lado, mais acima, com a inten\u00e7\u00e3o de voltar. Algumas pessoas aconselharam Teodor\u00e3o a sair dali, alegando que o Capit\u00e3o voltaria com os seus jagun\u00e7os. Mas Teodor\u00e3o esperou, n\u00e3o saiu, e C\u00e2ndido voltou mais tarde, com dois jagun\u00e7os armados, de nomes Jos\u00e9 Grosso e Jos\u00e9 Cotia. Com a chegada dos tr\u00eas, estando Teodoro em local aberto, estabeleceu-se o tiroteio. Teodoro acertou o Capit\u00e3o C\u00e2ndido, e os jagun\u00e7os acertaram em Teodoro. Ambos morreram. <br />Assim morreu o primeiro chefe do Arraial da Barra do Jacinto, que naquela \u00e9poca pertencia ao Munic\u00edpio de Jequitinhonha.<br />E o tempo passou.<br />Em 1930, o Povoado j\u00e1 estava formado, mas os jagun\u00e7os aterrorizavam o povo do lugar e adjac\u00eancias, protegidos pelos mais poderosos; bebiam cacha\u00e7a, provocavam brigas, matavam, tudo \u00e0 revelia da justi\u00e7a.<br />As festas eram bagun\u00e7adas, sem seguran\u00e7a, freq\u00fcentadas pelo \u201cpovinho\u201d. As melhores fam\u00edlias resguardavam-se, principalmente as mulheres.<br />\u00c9 certo que poucos participaram da forma\u00e7\u00e3o do Povoado. \u00c9 sempre assim. E os nomes dos principais deles j\u00e1 foram referidos. Entretanto, com o passar do tempo, outras pessoas se juntaram a eles, com suas fam\u00edlias, quase todas mais evolu\u00eddas, atra\u00eddas talvez pelo valor das terras, sabi-<br />damente f\u00e9rteis e produtivas, fazendo com que tudo fosse melhorando paulatinamente, na \u00e1rea urbana e na \u00e1rea rural. <br />Muitos chegaram e sa\u00edram, obedecendo ao ciclo natural das migra\u00e7\u00f5es, mas outros chegaram e ficaram definitivamente, deixando sua influ\u00eancia ligada ao lugar. Assim, podemos registrar presen\u00e7as que, de uma maneira ou de outra, foram importantes, ou por si ou seus descendentes, sobressaindo na vida pol\u00edtica, econ\u00f4mica e social do lugar,<br />colaborando para que a sociedade se projetasse de maneira positiva no cen\u00e1rio da regi\u00e3o.<br />Uma vez estruturado o Povoado aqui se estabeleceram: Joaquim Bernardes; o canoeiro Germaninho e sua fam\u00edlia; Alcides Batista, Olavo Ferraz dos Santos, com sua fam\u00edlia, contando-se sua mulher Hermelina Ferraz e seus filhos Izaias, Autonilio, Inamar, Dem\u00f3stenes, Elisa, Zen\u00f3bia e Olavinho; a professora Ruth Alves da Cunha; a professora Olga Pinto de Carvalho, Ant\u00f4nio Soares Bil\u00e9, sua mulher Luzia Ang\u00e9lica de Oliveira e seus filhos Emanuel Soares Campos, sua mulher Mariquinhas e seus filhos; Ant\u00f4nio Brito e sua mulher; Vitor Brito e sua mulher Hermelina e filhos; Francisco de Souza Meira e sua fam\u00edlia; Alberique Gondim, sua mulher Maria e os filhos, Salvador, Nilj\u00e1cio e Jacy; Joaquim Vermelho e sua fam\u00edlia; Esa\u00fa Francisco Bonfim e sua fam\u00edlia, contando-se Jo\u00e3o Fernando Bonfim e Paulo, e outros; Oleg\u00e1rio Silva (De\u00f4) e sua fam\u00edlia, contando-se entre os filhos, Klinger Otoni<br />Silva; Martinho Jos\u00e9 dos Santos e sua mulher D. Maria e a numerosa prole contando-se entre os filhos Dr. Milton Ferreira Santos, que foi Prefeito; Clarindo Barbosa da Cruz e sua fam\u00edlia; Prop\u00e9rcio Figueiredo; Pedro Celestino Abreu e sua fam\u00edlia; Dr. Jos\u00e9 Pedreira Cavalcanti, que foi o primeiro Prefeito; Ant\u00f4nio Gon\u00e7alves Quaresma e sua fam\u00edlia, que j\u00e1 foi Prefeito;<br />Jo\u00e3o Souza e sua fam\u00edlia; Jo\u00e3o Augusto de Souza e fam\u00edlia; Pol\u00edbio Nonato Ruas e sua fam\u00edlia; Jovino de Souza Gomes e sua fam\u00edlia; Jos\u00e9 Solim\u00e3o e sua mulher D. Pombinha e os filhos; Ricardo da Rocha Bahia e sua fam\u00edlia; Jo\u00e3o Pereira da Rocha e sua fam\u00edlia; Pedro Abelardo de Almeida, que j\u00e1 foi Prefeito, e sua fam\u00edlia; Estevam dos Santos Melo, que foi Prefeito, e sua fam\u00edlia; Pedro Jos\u00e9 de Souza (Pedro Rico) e sua fam\u00edlia; Professor Estev\u00e3o Ara\u00fajo; Dr. Vitoriano Tosta; Dr. Jaime Guimar\u00e3es; Arlindo Lima e sua fam\u00edlia; Ant\u00f4nio Ferreira L\u00facio e seu irm\u00e3o Oswaldo Ferreira L\u00facio; Ladislau Alves de Souza e sua fam\u00edlia; Agenor Guimar\u00e3es, que j\u00e1 foi Prefeito, e sua fam\u00edlia; M\u00e1rio Guimar\u00e3es e sua fam\u00edlia; Dr. Otelino Ferreira Sol, que foi Prefeito; Clemente Prates e fam\u00edlia; Ant\u00f4nia Soares e sua filha Professora Etelvina Soares; Deolino Soares; Jo\u00e3o Avelino e sua Fam\u00edlia; A fam\u00edlia Neves (Alcides e irm\u00e3os); Manuel Francisco de Oliveira (Manuelzinho Fiscal) e sua fam\u00edlia; Ant\u00f4nio Matoso; Olavo Alves Machado; Arlindo Torres Bonfim, que foi Prefeito; Adelson Gon\u00e7alves Silva, que foi Pre-<br /> feito; Juv\u00eancio Barbosa; Dr. Guiomarino Pereira de Souza, juiz de Direito; Dr. Olinto Augusto da Cunha Peixoto, Promotor de Justi\u00e7a; Dr. Chaquib Sampaio; Dr. Rassendil da Cunha Peixoto; Dr. Willis Cond\u00e9 da Cunha; Dr. Sinval Oleg\u00e1rio de Almeida Ruas; Jo\u00e3o Caetano; Francisco Carvalho e sua fam\u00edlia; Severiano Souza (o Severo); Aureliano Jos\u00e9 da Silva (o Lero); Jo\u00e3o Dias; Maceu Trancoso; J\u00falio Souza Soares; Jos\u00e9 Caires e \u00c2ngelo Ca\u00edres; Jo\u00e3o Souto; Jos\u00e9 Alves Martins (Que foi o 1o Delegado de Policia)<br />Leordino Novais Costa e sua fam\u00edlia; Dr. Hiran Couy, Juiz de Direito; Dr. Niemayer Oleg\u00e1rio de Almeida Ruas, advogado; Aurelina Almeida Ruas e filhos.<br />Al\u00e9m deles, outros vieram e se juntaram aos filhos da terra, e muitos deles sobressa\u00edram-se.<br />Na \u00e9poca de sua forma\u00e7\u00e3o, em 1920, o Povoado situava-se em \u00e1rea pertencente ao Munic\u00edpio de Jequitinhonha, e quando da sua emancipa\u00e7\u00e3o do Munic\u00edpio de Vigia, atual Almenara, desmembrado do Munic\u00edpio de Jequitinhonha, o Povoado da Barra do Jacinto passou \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de VILA, em 08 de dezembro de 1938, e a pertencer ao Munic\u00edpio de Vigia.<br />Em 31 de dezembro de 1943, pelo Decreto Lei N\u00b01.058/43, a Vila foi elevada \u00e0 categoria de CIDADE, criando-se assim o MUNIC\u00cdPIO DE JACINTO, com sua \u00e1rea abrangendo o atual Munic\u00edpio, e mais os atuais Munic\u00edpios de<br />Jord\u00e2nia, Salto da Divisa, Santa Maria do Salto e Santo Ant\u00f4nio do Jacinto, emancipados posteriormente.<br />No ano 2000, o Munic\u00edpio constitui-se dos Distritos de Ava\u00ed e Jaguar\u00e3o, dos Povoados de Bom Jardim e Concei\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de v\u00e1rias Comunidades Rurais organizadas, tudo com uma popula\u00e7\u00e3o em torno de 13 mil habitantes, nas zonas rural e urbana.</p>\r\n<p>LOCALIZA\u00c7\u00c3O</p>\r\n<p>O Munic\u00edpio est\u00e1 localizado na zona geogr\u00e1fica do m\u00e9dio-baixo Jequitinhonha, e a cidade de jacinto est\u00e1 situada na margem direita do Rio Jequitinhonha, na foz do C\u00f3rrego do Jacinto, distando 780 Km de Belo Horizonte, a Capital do Estado de Minas Gerais; a 50 Km de Almenara, a 57 Km de Rubim, a 67 Km de Santo Ant\u00f4nio do Jacinto, a 48 Km de Santa Maria do salto, a 50 Km de Jord\u00e2nia e a 52 Km de Salto da Divisa, as cidades mais pr\u00f3ximas.<br />Dista ainda 195 da Cidade de Porto Seguro, nosso porto mar\u00edtimo mais pr\u00f3ximo, uma bela regi\u00e3o tur\u00edstica.<br />A altitude de Jacinto \u00e9 de 168 metros.</p>\r\n<p>COMARCA</p>\r\n<p>A Comarca de Jacinto foi criada pela Lei n.\u00ba 336, em 16 de dezembro de 1948, e autorizada a sua instala\u00e7\u00e3o pelo Decreto n.\u00ba 4.128/53. Entretanto, a instala\u00e7\u00e3o da Comarca se deu em 12 de Junho de 1954, sendo primeiro Juiz de Direito o Dr. Guiomarino Pereira de Souza e o promotor de Justi\u00e7a o Dr. Olinto Augusto da Cunha Peixoto.<br />A Comarca compreende o Munic\u00edpio de Jacinto, e os Munic\u00edpios de Jord\u00e2nia, Salto da Divisa, Santa Maria do Salto e Santo Ant\u00f4nio do Jacinto.<br />Os Primeiros Advogados, com escrit\u00f3rio na sede da Comarca, foram: Dr. Willis Cond\u00e9 da Cunha, em\u00e9rito Professor, e que aqui se radicou definitivamente; Dr. Chaquib Sampaio da Cunha Peixoto; Dr. Rassendil da Cunha Peixoto que mais tarde foi Promotor de Justi\u00e7a na Comarca; Dr. Sinval Oleg\u00e1rio de Almeida Ruas, que aqui chegou em 1959, foi professor, foi o fundador da Escola Estadual de Jacinto, que posteriormente veio a denominar-se Escola Estadual Professor Estev\u00e3o Ara\u00fajo, e que aqui se radicou definitivamente.<br />\u00c9 justo que seja salientado que o pr\u00e9dio do F\u00f3rum de Jacinto, de \u00f3tima estrutura, foi constru\u00eddo com o esfor\u00e7o e a dedica\u00e7\u00e3o do Dr. Hiran Couy, ent\u00e3o Juiz de Direito, e pessoas representativas dos v\u00e1rios munic\u00edpios da Comarca.</p>\r\n<p>SA\u00daDE</p>\r\n<p>O primeiro m\u00e9dico chegou em 1935, para aqui se estabelecer. Foi o Dr. Jos\u00e9 Pedreira Cavalcanti, que em <br />Jacinto radicou-se, exerceu a medicina com denodo, adquiriu propriedade rural, e se envolveu com a pol\u00edtica.<br />Como pol\u00edtico foi o primeiro Prefeito do Munic\u00edpio, foi Deputado Estadual, foi Diretor da Loteria do Estado de Minas<br />Gerais, foi Chefe de Gabinete do Secret\u00e1rio de Sa\u00fade do Estado, Dr. M\u00e1rio Hugo Ladeira. Foi Inspetor Escolar no Munic\u00edpio. Veio a falecer em 09.11.1995.<br />Depois vieram outros m\u00e9dicos, merecendo destaque o Dr. Jayme Guimar\u00e3es, Dr. Vitoriano Tosta, Dr. Jos\u00e9 Monteiro e outros. <br />No ano 2000 a cidade conta com um bom hospital, dois postos de sa\u00fade, com bom atendimento, e duas farm\u00e1cias.</p>\r\n<p>ENSINO E EDUCA\u00c7\u00c3O</p>\r\n<p>A primeira professora foi Cecy Tupy. Depois outras vieram, como Celina Macedo, Ruth Alves Cunha, Olga Pinto, Etelvina Soares e o Professor Estev\u00e3o Ara\u00fajo, em 1933. Todos contribuindo grandemente para o melhoramento social dos moradores do lugar. Estev\u00e3o Ara\u00fajo era homem negro, de grande valor e conhecimento, que em aqui chegando fundou o Col\u00e9gio Americano Jacintense, que n\u00e3o mais existe,<br />e onde eram ministradas aulas para as quatro primeiras s\u00e9ries, e por onde passaram mo\u00e7os e mo\u00e7as das fam\u00edlias mais ilustres da regi\u00e3o. Com a transfer\u00eancia do Professor Estev\u00e3o para o Estado da Bahia o pr\u00e9dio onde funcionou o seu col\u00e9gio foi vendido \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o Cultural de Jacinto, que visava por em funcionamento um gin\u00e1sio para as quatro \u00faltimas s\u00e9ries. Mas n\u00e3o conseguindo registro, foi de curta dura\u00e7\u00e3o, sendo ent\u00e3o,<br /> doado o pr\u00e9dio ao Estado de Minas Gerais em 1965 para nele funcionar o Gin\u00e1sio Estadual de jacinto, que mais tarde recebeu o nome de Escola Estadual Professor Estev\u00e3o Ara\u00fajo. Atualmente o col\u00e9gio funciona em outro pr\u00e9dio, mais moderno e com amplas salas e outras depend\u00eancias.<br />Em 1938 j\u00e1 existiam duas escolas municipais em Jacinto: - A Escola Municipal Mixta \u201c10 de Novembro\u201d, sendo sua Diretora a Professora Celina Macedo e a outra denominada \u201c13 de Maio\u201d sob a dire\u00e7\u00e3o da Professora Ruth Alves da Cunha.<br />Naquele tempo os exames eram finais e eram fiscalizados pelo Inspetor Escolar e aplicados os testes por pessoas capacitadas do lugar com orienta\u00e7\u00e3o e acompanhamento das Diretoras, tudo formalizado em Atas.<br />Em 29 de outubro de 1940 foi solenemente instalada a primeira Caixa Escolar da Vila de Jacinto, sob a Presid\u00eancia do Inspetor Regional do Ensino, professor Jason de Morais, ficando assim constitu\u00edda a Diretoria \u2013 Presidente, Anfil\u00f3fio Ferraz Ramos; Vice-Presidente, Jovino de Souza Gomes; Tesoureiro, Jos\u00e9 Solim\u00e3o; Secret\u00e1ria, Celina Macedo; Conselheiros, Dr. Vitoriano tosta, Professor Estev\u00e3o Ara\u00fajo, Durval Guimar\u00e3es, Rog\u00e9rio Guimar\u00e3es, Clarindo Barbosa; para Suplentes, Ant\u00f4nio Brito, Emanuel Soares Campos, Ant\u00f4nio Matoso, Gutemberg Ferraz Ramos e Astrogildo Augusto Gomes.<br />Em 1943 foi criada a Escola Estadual cardeal Mota, com o nome de Escolas Reunidas de Jacinto, sendo sua primeira Diretora e Professora Olga Pinto de Carvalho, e era Governador do Estado o senhor Benedito Valadares. Foram extintas as Escolas Mixtas 10 de Novembro e 13 de Maio.<br />Em 1960 foi criada a Escola Estadual Elisa Cavalcanti, que foi posta a funcionar em 01.02.1961, sendo sua primeira diretora a professora Celina Macedo.<br />Em 1965 foi criada a Escola Estadual Professor Estev\u00e3o Ara\u00fajo, com o nome de Gin\u00e1sio Estadual de Jacinto, sendo primeiro Diretor o Dr. Sinval Oleg\u00e1rio de Almeida Ruas. Para funcionar na Sede do Munic\u00edpio, ainda foram criadas as seguintes Escolas: Em 1997 foi criada a Escola Municipal Pingo de Gente, hoje denominada Escola Municipal Celina Macedo; Em 1998 foi criada a Escola Municipal Santa Terezinha, hoje denominada Escola Municipal Pedro Abelardo de Almeida.<br />Nos Distritos e Povoados foram criadas as seguintes Escolas: - A Escola Estadual Al\u00edpio de Morais, em Jaguar\u00e3o; a Escola Estadual Otelino Ferreira Sol, em Ava\u00ed; a Escola Municipal Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o, em Concei\u00e7\u00e3o; a Escola Municipal Emanuel Soares de Oliveira Campos, em Bom Jardim.</p>\r\n<p><br />A BACIA HIDROGR\u00c1FICA</p>\r\n<p>A Bacia Hidrogr\u00e1fica do Munic\u00edpio \u00e9 formada pelo Rio Jequitinhonha, numa extens\u00e3o aproximada de 35 quil\u00f4metros, e pelos C\u00f3rregos Rubim do Norte, B\u00fa, Moc\u00f3, Jacinto (o mais extenso), Misteriosa, Enxadinho, Areias, Areinha, Brejos, Janj\u00e3o, Cristal, Macacos, farinhas e pelo C\u00f3rrego</p>\r\n<p>ECONOMIA, IND\u00daSTRIA E COM\u00c9RCIO</p>\r\n<p>A economia do Munic\u00edpio apoia-se principalmente na pecu\u00e1ria, com cria\u00e7\u00e3o de gado de corte. A agricultura est\u00e1 reduzida a termos dom\u00e9sticos de subsist\u00eancia. Os trabalhadores rurais distinguem-se por n\u00e3o possu\u00edrem terras residindo na Sede e Distritos. Exercem seus trabalhos baseados nas atividades bra\u00e7ais, percebendo remunera\u00e7\u00e3o di\u00e1ria, muito aqu\u00e9m das necessidades m\u00ednimas de sustento.<br />O tamanho m\u00e9dio das propriedades fica assim distribu\u00eddo:<br />De 001 a 100 Ha - 51,80% (324 pequenos produtores)<br />De 101 a 500 Ha - 38,28% (239 m\u00e9dios produtores)<br />De 501 a 1000 Ha - 9,92% (62 grandes produtores)<br />No setor industrial existem pequenas f\u00e1bricas artesanais de moveis, bem como um pequeno n\u00famero de ind\u00fastrias extrativas e de transforma\u00e7\u00e3o, que absorvem um percentual muito baixo de m\u00e3o-de-obra. Os principais produtos da regi\u00e3o s\u00e3o: madeira, farinha de mandioca, aguardente e uma f\u00e1brica de cer\u00e2mica.<br />O com\u00e9rcio, de vulto razo\u00e1vel, conta com dois estabelecimentos atacadistas, 55 varejistas, 02 farm\u00e1cias, 01 hotel, 01 pousada, 01 pens\u00e3o, 04 restaurantes, 04 lanchonetes, 01 ag\u00eancia de correios c/ Posto do Bradesco, 01 Ag\u00eancia do Banco do Brasil S/A, 01 Lot\u00e9rica da Caixa Federal, Posto da TELEMIG, Posto da CEMIG, COPASA, 02 postos de gasolina.<br />O fornecimento de energia el\u00e9trica \u00e9 feita pela CEMIG na sede, Distritos e Povoados. Existem cerca de 2.000 liga\u00e7\u00f5es na sede. O fornecimento de \u00e1gua fica a cargo da COPASA, com cerca de 1.500 liga\u00e7\u00f5es. Os Distritos e Povoado possuem sistema pr\u00f3prio de abastecimento, com administra\u00e7\u00e3o da Prefeitura.<br />A Sede e Distritos, recebem sinais de TV com 06 canais \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o.<br />Existe o sistema de telefonia atrav\u00e9s de DDD.<br />Existe linha regular de \u00f4nibus para a Capital Belo Horizonte, al\u00e9m de linhas di\u00e1rias para as cidades pr\u00f3ximas, e tamb\u00e9m da Bahia como exemplo Porto Seguro.<br />O Rio Jequitinhonha, h\u00e1 quarenta anos atr\u00e1s era a mais importante via de transporte da regi\u00e3o \u00e9poca em que era naveg\u00e1vel.<span>\u00a0</span></p>\r\n<p><span>AUTOR</span></p>\r\n<p>Sinval Oleg\u00e1rio de Almeida Ruas</p>", "author_name": "Interlegis", "version": "1.0", "author_url": "https://www.jacinto.mg.leg.br/author/Interlegis", "provider_name": "C\u00e2mara Municipal", "type": "rich"}